A Casa Bloco, em São Paulo, integra a série de residências urbanas do Studio MK27. Construída em um lote estreito, típico dos bairros residenciais da cidade, a casa se desenvolve em uma implantação longitudinal que responde com precisão às proporções do terreno.
No pavimento térreo, um volume linear percorre toda a extensão do lote. Esse prisma abriga as áreas de serviço e apoio, todas voltadas para um pátio lateral que garante ventilação natural e iluminação. À frente desse volume, a vida social se desenvolve em uma grande praça aberta, onde sala de estar, sala de jantar e terraço se conectam diretamente aos jardins frontal e posterior, criando uma continuidade fluida entre interior e exterior.
Acima, um volume superior apoia-se em parte sobre o bloco do térreo e em parte sobre a parede lateral. Elevado sobre pilares metálicos de inspiração miesiana, cria um pilotis sombreado e acolhedor sobre a área social, ao mesmo tempo em que garante privacidade e proteção solar. O pavimento superior abriga os quartos da família, orientados para as copas das árvores do jardim.
O elemento que dá nome à casa é o bloco superior, revestido por uma pele de madeira composta por peças maciças de rejeito industrial reaproveitado, dispostas como pequenos tijolos. Essa tela filtra a luz, permite ventilação cruzada e oferece uma releitura contemporânea da tradicional muxarabi, evocando a memória arquitetônica brasileira de forma refinada e sensorial. Ao longo do dia, a luz que atravessa a superfície porosa projeta padrões geométricos no interior, criando uma atmosfera vibrante e em constante transformação.
A paleta de materiais reforça o caráter tátil e sensível do projeto. O concreto aparente nervurado define a estrutura e confere textura aos planos verticais. No térreo, painéis de carvalho natural revestem o bloco de serviço, contrastando com o piso de pedra cinza que unifica todas as áreas sociais. A fachada ventilada de madeira não apenas regula o clima, mas também traz calor e delicadeza à arquitetura.
A Block House é mais do que uma exploração do morar urbano, é uma síntese de simplicidade formal, equilíbrio espacial e sofisticação sensorial.
local > são paulo . sp . brasil
projeto > outubro . 2018
conclusão > julho . 2025
terreno > 520 m²
área construída > 650 m²
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arquitetura e interiores > studio mk27
autor > marcio kogan
co-autor > samanta cafardo
interiores > diana radomysler
co-autor interiores > pedro ribeiro
equipe de projeto > renato Perigo, leticia amado, gabriela chow, alanna scarcelli, suzana gloglowski, laura almeida, gabriel meirelles, débora brasil, oswaldo pessano
equipe de comunicação > carlos costa . mariana simas . nathalia lima, marcos cambui, herbert anthony
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construtora > all’e engenharia
paisagismo > rodrigo oliveira
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fotógrafo > fernando guerra
A Casa Bloco, em São Paulo, integra a série de residências urbanas do Studio MK27. Construída em um lote estreito, típico dos bairros residenciais da cidade, a casa se desenvolve em uma implantação longitudinal que responde com precisão às proporções do terreno.
No pavimento térreo, um volume linear percorre toda a extensão do lote. Esse prisma abriga as áreas de serviço e apoio, todas voltadas para um pátio lateral que garante ventilação natural e iluminação. À frente desse volume, a vida social se desenvolve em uma grande praça aberta, onde sala de estar, sala de jantar e terraço se conectam diretamente aos jardins frontal e posterior, criando uma continuidade fluida entre interior e exterior.
Acima, um volume superior apoia-se em parte sobre o bloco do térreo e em parte sobre a parede lateral. Elevado sobre pilares metálicos de inspiração miesiana, cria um pilotis sombreado e acolhedor sobre a área social, ao mesmo tempo em que garante privacidade e proteção solar. O pavimento superior abriga os quartos da família, orientados para as copas das árvores do jardim.
O elemento que dá nome à casa é o bloco superior, revestido por uma pele de madeira composta por peças maciças de rejeito industrial reaproveitado, dispostas como pequenos tijolos. Essa tela filtra a luz, permite ventilação cruzada e oferece uma releitura contemporânea da tradicional muxarabi, evocando a memória arquitetônica brasileira de forma refinada e sensorial. Ao longo do dia, a luz que atravessa a superfície porosa projeta padrões geométricos no interior, criando uma atmosfera vibrante e em constante transformação.
A paleta de materiais reforça o caráter tátil e sensível do projeto. O concreto aparente nervurado define a estrutura e confere textura aos planos verticais. No térreo, painéis de carvalho natural revestem o bloco de serviço, contrastando com o piso de pedra cinza que unifica todas as áreas sociais. A fachada ventilada de madeira não apenas regula o clima, mas também traz calor e delicadeza à arquitetura.
A Block House é mais do que uma exploração do morar urbano, é uma síntese de simplicidade formal, equilíbrio espacial e sofisticação sensorial.